Que minhas escolhas são responsabilidades minhas. Que vão de alguma forma me prejudicar, ajudar e até mesmo me levar a um lugar ainda não vivido!
Um dia na minha vida é monótono sim, tedioso sim, mas foi assim que eu preciso de tudo. Porque odeio altos e baixos, não consigo viver com uma vida hoje e ir dormir com outra. Gosto de tranquilidade, passividade e opção de paz. Alguns podem falar que isto é apenas comodidade, que é alguém sem ambição, sem um mínimo de aventura!
Pode até ser! Pode ser até mais. Mas de alguns detalhes desta vida de passividade, só quem viveu fui eu né? Então não é fácil pensar que num instante seus pais eram o casal mais perfeito do mundo (que seriam um modelo a ser seguido) e de repente eles não se falam mais. Não conversam e vivem na mesma casa e, você adolescente, quase adulta tem que se virar em trabalhar, namorar, cuidar da casa, dos irmãos, tentar ser amiga da mãe (que tá meio surtada) e ouvinte do pai (que está desolado). Tentar ver com os melhores olhos os amigos do irmão mais velho que só fazem merda e acabam levando ele para um mundo nada legal! Enxergar o erro e não fazer nada para mudar e alertar o irmão que o mundo que ele escolheu para visitar não é nada legal e só vai fazer muito mal a ele. E, mesmo assim este irmão tão desencaminhado, salva o restinho de humanidade que ainda existe dentro de você. Que te faz acordar de um pesadelo horrível, no qual nem DEUS seria capaz de perdoá-lo (ainda não sei se há salvação, mas a gente vem tentando). Irmão que ajuda, ama e mesmo assim vive sua vida independente da sua… graças… menos um para me preocupar né? É, mas não esqueça daquele que por muito tempo lhe chamou de ‘mamãe’, que fez você ser e ter responsabilidade antes do tempo, mas que não lhe causa nenhum arrependimento. Porque descobriu muito tempo depois que este pequeno, que lhe fez sofrer um tempo, é sua alma gêmea, aquela que te entende, te ouve, te faz todo o bem possível neste mundão. Responsável demais. Não aprendeu a se arriscar nunca e foi assim que criou um relacionamento.
Maravilhoso, tenebroso, apaixonante e viciante. Mas passa, tudo nesta vida passa. Sentimentos são todos tão maleáveis e moldáveis que acabamos por descobrir que tudo é mesmo transitório.
São 21 anos, talvez não exatos, mas existentes na minha vida, mais da metade dela sim, no qual dediquei pelo menos algum tempo do meu dia a um relacionamento, talvez errada, talvez não. Mas não dá para gente avaliar o que não viveu.
Sinto apenas a dor de não ter visto mudanças reais no sentimento, na forma de tratar e de julgar as pessoas. Sei que não somos responsáveis por ninguém, apenas por nós mesmos. E, é por isto que a vida é tão crucial para mim.
Me coloco num papel de absoluta inércia, simplesmente para não provocar dor, principalmente em mim. A dor que não é apenas aquela que te aperta o peito naqueles cinco minutos, mas sim aquela que mostra o quão difícil é fazer escolhas, estas são duráveis demais para esquecermos.
Vivo um momento não pleno, procurei o que tenho e encontrei o que não tenho. Uso dos meus artificios (aqueles mais toscos) para continuar numa situação tranquila, mas não vai ser para sempre. Eu sei. O mundo não faz nada por mim. Eu, que faço ele.
É duro não saber o que é amor, é duro saber que só você poderá ajudar aquela que um dia não te quis como filha, é mais duro ainda ter a certeza de que a pessoa que está com você por muitos anos é incapaz de se colocar no seu lugar por um minuto que seja. Que pode falar o que quiser na hora que convir, apenas para não deixar que uma frase seja somente dita e passada em branco no dia. Preciso e necessito viver este desafio porque dele dependem as coisas mais preciosas da minha vida, meus FILHOS.
Por enquanto é assim mesmo que tenho que viver, entre a controvérsia de ter alguém que jurou nunca cuidar de um filho teu e um marido que te faz lembrar a todo momento que a necessidade é apenas sua, que cuidar e ter filhos amados é apenas desejo seu. Porque os filhos dele são amados incondicionalmente de todas as maneiras, precisando ou não de uma terceira pessoa.
Sei que este tormento poderia ser evitado. Quantas crianças vivem e se cuidam sós. Sei que existem ainda pessoas que ‘cuidam’ de crianças alheias por míseros reais… mas não é o meu caso.
Meus filhos são meus bens maiores, são tão necessários para a minha vivência quanto o ar que respiro e não acho digno e nem justo para com eles, que vivam sós, ou que sejam ‘cuidados’ por um estranho. Já vive a experiência e não foi nada agradável, quase perder um filho não é nada justo para nenhuma mãe ou pai.
E, é neste desabafo que queria deixar uma pergunta: – Estou sendo hipócrita?
Agradeço.
E, eu sempre soube!
julho 11, 2011 por LaineScrap


nossa Laine que post inspirador, voce consegue se superar né amiga?
Beijão pra ti, feliz ano novo, que 2012 traga tudo que vc merece de bom amiga, saude, paz, alegria, trabalho, bem estar da familia…tudo mesmo.
Um beijão!